terça-feira, 13 de outubro de 2015

13 de Dezembro


Hoje é 13 de dezembro e me visto de preto e vermelho.
Uma sexta13 a última do ano, para fechar com chave de ouro, tudo se torna especial no fim.
O dia foi coberto de nuvens , o sol demorou a aparecer e, quando se mostrou, veio sem sua força total.

Temos que tomar cuidado com esse brilho sem cor que, as vezes, ilumina nossa vida, não deixar-se ofuscar pela beleza da luz nem enganados pelo falso calor.
Uma forma talvez seja lembrar daquela sensação que surge quando começamos a traçar planos, percursos.
Existe uma excitação, ansiedade. Uma forte emoção que vai sendo contida pela nossa razão.
Cortamos aqui e ali, mudamos este e aquele trajeto e no fim temos um desenho torto: mistura de sonho e realidade.

E tentamos fazer do plano - verdade. O mundo vai colocar a prova nossas escolhas e capacidade de prever o imprevisível: A Vida.

Pense agora naquela sensação de chegar ao fim.

Diante de todas as frustrações das coisas que não conseguimos fazer, da felicidade proporcionada pelos encontros que o acaso nos trouxe e também de tudo que realmente aconteceu como planejado.
Seria essa a luz, coberta por nuvens, algo  ruim ou o dia perfeito?

O interessante é notar que os resultados do planejado e do acaso as vezes se invertem.
Mostrando que viver é uma experiência única e que todo sol é belo, mesmo em sua ausência.

Escudo e espada, preto e vermelho, amuletos e patuás, números de sorte e azar. Vão entrar e sair dos nossos dias, criando novas histórias, matando sonhos e criando novos... a única certeza é o incerto.

Mais uma vez voltando de mogi, o barulho ensurdecedor do trem se contrapondo ao sabor do beijo que me fez despertar para ir embora. O pensamento em tudo que foi o ano, os meses, o dia, as últimas horas. Talvez o último 13 de dezembro que sentirei isso tudo.

Neste dia, como em tantos outros em outros tempos... Guerras foram declaradas, líderes foram nomeados, acordos foram selados, um governo ditador assinava uma lei para massacrar seu povo.
Nasciam políticos, atletas, atores, músicos, economistas, e muitos outros que poderiam ser algo e não foram, o mundo não deixou.

O sol nasceu e se pôs, a dor veio, o amor veio e se foi.
Pintado de vermelho e preto o 13 é e sempre será, como qualquer outro número, qualquer outro dia.

Criem suas superstições, seus medos, forças, mas será sempre o ser humano a causa do bem e do mau que as cores e números são acusados.

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